O sonar utiliza os princípios dos demais métodos acústicos, tendo como princípio básico a interação do sinal acústico com os sedimentos. Através da análise do sinal captado, é possível inferir o tipo de sedimento (textura, granulometria e litologia), ângulo de incidência do sinal com o fundo, micromorfologia do fundo marinho, atenuação das ondas acústicas e a diferença de impedância acústica entre os meios, possibilitando realizar um imageamento do fundo e caracterizar a disposição dos sedimentos através da variação de refletividade do sinal.
Através de um feixe lateral de ondas acústicas, é possível produzir uma imagem acústica do fundo do mar cujo resultado final em muito se assemelha a uma fotografia do fundo. A micro-topografia do assoalho oceânico é responsável pela dispersão de parte da energia acústica e pela variação da energia refletida. Por exemplo, nas cristas de pequenas ondulações de areia há uma intensificação da energia refletida, enquanto em flancos tem-se uma maior dispersão desse sinal.
De maneira geral, quanto mais grosseiro for o sedimento maior será a quantidade de energia refletida. Assim sendo, a areia grossa refletirá mais energia do que um sedimento lamoso. Isso acontece porque a irregularidade e a área de incidência, permite que a energia incidente em determinados pontos seja preferencialmente refletida.
A sonografia pode ser utilizada, para:
Escolha e monitoramento de áreas para depósito de materiais dragados;
Monitoramento de população de peixes;
Mapeamento detalhado das feições submarinas (afloramentos rochosos, beachrocks, redifes de corais, bancos arenosos, estruturas geológicas e distribuição sedimentar do fundo);
Fornece subsídios técnicos para projetos de obras submarinas (pontes, piers, dutos, dentre outras);
Operações de buscas e salvamento de veículos, barcos, aeronaves e equipamentos naufragados;
Questões militares (busca de minas e outros armamentos);
Prospecção mineral (detecção de areias e cascalhos, depósitos carbonáticos e placeres).
