T oda a matéria é magnética. Em nível atômico, os átomos se comportam como dipolos magnéticos devido ao próprio movimento de seus elétrons ao redor do núcleo. Quando submetido a um campo magnético externo, a matéria tem essa movimentação perturbada.
A magnetometria é uma técnica que utiliza o campo magnético terrestre para investigar estruturas subsuperficiais. O campo magnético terrestre induz nas rochas e estruturas geológicas um campo magnético secundário que é somado ou subtraído ao campo principal. Estas modificações do campo magnético podem ser analisadas para a investigação das fontes causadoras das anomalias (Tabela 2).
Além dessa Magnetização Induzida, fruto da interação entre o material e o campo magnético externo, o dado magnetométrico também é constituído pela Magnetização Remanente, adquirida no momento da cristalização da rocha. Esta magnetização Remanente depende do raio atômico, da cristalografia, da composição química, da história termal, da geologia e tectônica da região de estudo.
A aquisição magnetométrica de reconhecimento é realizada com espaçamento médio entre as amostragens, de cerca de 500 m ou alguns km, podendo variar de 10 a 100 m para levantamentos com maior detalhamento.
O método magnetométricos é usualmente utilizado para:
Mapeamento geológico, profundidade do embasamento e espessura sedimentar;
Análise estrutural de depósitos minerais;
Estimativas de acumulações minerais metálicas e não metálicos associados a estruturas que provocam efeitos magnéticos detectáveis;
Água subterrânea e aquíferos em fraturas;
Obras de engenharia voltadas para a instalação de estruturas fixas ou móveis (cabos, dutos, plataformas, etc.) e para operações de busca de objetos metálicos submersos ou soterrados;
Presença de intrusões.
